PROVAS PIAGETIANAS

2.3. Prova de conservação de largura ou comprimento.

A) Descrição do material

2 barbantes flexíveis de diferentes comprimentos

B) Execução

O avaliador apresenta à criança os dois barbantes dispostos segundo mostra a fig. 11.

a) __________________________________________________

b) _______________________________

Pergunta-se à criança “neste cominho (a) há a mesma quantidade para caminhar que no (b) ou há mais para caminhar aqui (a) ou ali (b)? Este caminho (a) é do mesmo comprimento que este (b) ou é mais curto ou mais comprido que este (b)?”

Leva-se a criança a comprovar e confirmar a desigualdade dos barbantes (a) e (b) e a emitir o juízo (a) maior que (b).

Primeira transformação: o experimentador deforma o barbante (a), fazendo com que os extremos de (a) coincidam com os de (b): “e agora, há a mesma quantidade ou não para caminhar sobre este caminho (a) e a outra sobre este (b)? Se duas formigas caminhassem, uma sobre este caminho (a) e a outra sobre este (b), andariam a mesma distância ou não? Como você sabe? Pode me explicar melhor?”

Formula-se a contra argumentação: em caso de resposta correta, o avaliado insiste na coincidência dos extremos de (a) e (b): “Mas, observe aonde termina este caminho (a) justamente como o outro (b). Não têm os dois o mesmo comprimento? Como você pode me explicar?”

Em caso de resposta incorreta, o avaliador recorda à criança as dimensões iniciais desiguais de (a) e (b). “Como era este barbante quando estava esticado? No começo os dois tinham o mesmo comprimento?” Eventualmente, o avaliador insiste nas curvas de (a), recorrendo a gestos. “Você vê como este (a) tem curvas e este (b) é completamente reto! Pode me explicar?”

Colocam-se os dois barbantes na posição inicial.

Segunda transformação: o avaliador torce os barbantes de tal maneira que haja entre os barbantes (a) e (b) uma defasagem em um dos extremos.

Procede-se como na primeira situação. Fazem-se perguntas de comparação dos comprimentos de (a) e (b), e as contra argumentações seguem conforme as respostas da criança.

C – Avaliação

Resposta de nível 1 – não conservação, por volta de 6/7 anos: nas duas situações de deformação, não há conservação de comprimento. Na primeira situação de coincidência dos extremos, julga-se que os comprimentos são iguais e na segunda situação de defasagem, o barbante cujo estremo está mais afastado é que se considera mais curto. Recordar o comprimento na disposição inicial não modifica em nada o juízo da criança.

Resposta de nível 2 – condutas intermediárias: um primeiro nível de conduta intermediária consiste em que o juízo seja correto na primeira situação, mas é incorreto na segunda. Em que nível posterior, aparecem alguns juízos de conservação na segunda situação, mas são instáveis e alternam com respostas não conservadoras. As justificativas das respostas conservadoras são pouco explicativas e incompletas.

Resposta de nível 3 – conservação, desde os oito anos: o comprimento é conservado em cada uma das situações e os juízos são acompanhados de uma ou várias das justificativas seguintes (argumentos):

· argumento de identidade: “é o mesmo caminho para caminhar, o que acontece é que você dobrou o barbante”;

· argumento de reversibilidade – “se colocamos o caminho todo esticado como antes, fica mais longo que o outro, e agora, mesmo terminando aqui, continua sendo igual, mais longo”.

· Argumento de compensação: “este caminho (a) é mais longo; o que acontece é que termina antes porque tem muitas curvas”.

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